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2016: o ano de georecrutamento

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Geolocalização pode ajudar as empresas a reduzirem custos e manterem funcionários por mais tempo

A rotatividade é um fator que gera bastante impacto financeiro para empresas de todos os setores. Em um ano de crise econômica isso tende a piorar devido à necessidade de se reduzir os gastos. Afinal, demitir um funcionário e contratar outro é muito custoso, além de sobrecarregar outras áreas da empresa com questões de treinamento e interação do novo profissional.

A isso tudo deve-se somar a adaptação que leva em consideração um série de fatores, entre eles, a distância percorrida entre a casa do funcionário e o local de trabalho, que muitas vezes é esquecida na hora do processo seletivo. Esse é um dos motivos que se pode elencar e pelos quais 2016 será o ano do georecrutamento.

Jacob Rosenbloom, CEO da Emprego Ligado, explica que o sistema, muito utilizado por grandes companhias brasileiras e multinacionais, indica os candidatos que residem mais próximos, num raio de até quatro quilômetros, contribuindo com a retenção da mão de obra operacional. O conceito está cada vez mais difundido em razão dos benefícios que gera, como diminuição do tempo perdido com a abertura de uma nova vaga, colocação do anúncio, seleção, entre outros. Sem contar na questão do impacto reduzido no custo com vale-transporte.

Estudos realizados pela Emprego Ligado demonstraram que as empresas podem perder até R$ 200 milhões com os gastos ocasionados pela rotatividade. Por exemplo, uma empresa de call center, com turnover mensal de 10%, 10 mil funcionários com salário médio de R$1.000, conseguiria economizar R$ 22,8 milhões ao ano, utilizando o sistema de georecrutamento.

Dados de utilização da nossa ferramenta, por exemplo, demonstraram que mais de 80% dos contratados permanecem no trabalho por mais de seis meses. No caso das empresas que são mais distantes da residência do funcionário, como ocorre quando as empresas contratam por meios tradicionais, essa mesma taxa cai para 60%.

São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil, com mais de 12 milhões de habitantes, o equivalente a 6% da população do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas somado à falta de infraestrutura em mobilidade faz com que o trabalhador paulistano perca em média três (3) horas do seu dia no trajeto de casa para o trabalho. O resultado disso são profissionais esgotados fisicamente e mentalmente, e com a sua capacidade de produtividade afetada.

A demanda por mão de obra cresce a cada ano, principalmente em razão da alta rotatividade ocasionada, em sua maioria, pelo tráfego caótico.  Neste ano, a palavra de ordem é economizar e eliminar processos que gerem custos. Com o georecrutamento as empresas poderão realizar contratações mais eficientes e automatizar as etapas de seleção, reduzindo em até 80% o tempo gasto pelo recrutador com postagem, triagem, convocação e manutenção de suas bases de dados. Isso garante mais qualidade e rapidez para as companhias que pretendem mudar seus processos e se adaptarem à nova realidade econômica.

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