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7 coisas essenciais sobre o equity crowdfunding

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A prática de investir em empresas ascendentes via internet, conhecida como equity crowdfunding, vem crescendo fortemente tanto mundialmente quanto no Brasil. Mas, como tudo que é novo vem cercado de dúvidas e desconfiança, o inglês sócio-fundador da plataforma dedicada à investimento em startups EqSeed, Greg Kelly, preparou uma lista com 7 coisas que todo mundo precisa saber sobre essa plataforma. Confira:

1. Equity crowdfunding é legal?

Sim, é legal. Atualmente, a atividade é permitida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sob Instrução 400, que permite a oferta pública de valores mobiliários pelas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Nesse momento, toda oferta tem que passar por um processo de pré-notificação com a CVM para então ser publicada.

A CVM já está trabalhando para estabelecer uma regulação mais específica para este setor, que já é estabelecido há algum tempo em países como o Reino Unido e os Estados Unidos. A Associação Brasileira de Equity Crowdfunding (EQUITY) tem participado ativamente deste processo. Dentre os próximos meses a CVM pretende fazer uma audiência pública com previsão de publicar a regulamentação a ser finalizada em 2016.

2. Qual é a diferença entre o crowdfunding (financiamento coletivo) tradicional e o equity crowdfunding?

No crowdfunding tradicional você coloca seu dinheiro e, em troca, recebe um produto ou um brinde. Já no equity crowdfunding você investe e, como troca, ganha participação na empresa e, portanto, o direito de compartilhar os sucessos e lucros futuros da companhia.

3. Como serei remunerado como investidor?

Com um investimento pelo equity crowdfunding, a meta é vender sua participação após ela ter multiplicado em valor. Se no futuro a empresa for comprada por uma companhia maior ou fizer uma IPO, você conseguirá vender sua parte da empresa, realizando um lucro geralmente medido como um múltiplo do valor investido. A companhia também pode chegar a pagar dividendos.

4. O que pode dar errado? Quanto eu posso perder?

Essas possiblidades de retornos financeiros consideravelmente altos são possíveis somente com riscos elevados. Ao investir em startups, você corre o risco de perder uma parte ou todo do dinheiro investido. Por isso, você não deve colocar valores que não pode se dar ao luxo de perder.

5. Todas as plataformas de equity crowdfunding são iguais?

Não, cada plataforma funciona de uma maneira distinta, oferecendo termos e proteções bastante diferentes ao investidor. Por isso, é sugerido que os interessados em investir via equity crowdfunding conheçam todas as plataformas e escolham uma com o seu perfil. “Existem boas práticas básicas de investimentos em startups que deveriam ser implementados para proteger o seu investimento”, explica Kelly. “O direito de preferência em rodadas futuras, por exemplo, é uma condição essencial que nenhum investidor profissional abre mão de ter”.

6. Equity crowdfunding é só para investidores profissionais participar?

Com um investimento mínimo de R$1.000 por empresa, o equity crowdfunding oferece acesso inédito ao investimento em startups para todo perfil de investidor. Porém, é fundamental que o investidor entenda que esse tipo de aplicação é muito diferente do que investimentos de renda fixa mais corriqueira. “Com o equity crowdfunding, em vez de receber um pagamento de juros todo mês, o investidor prefere que a empresa reinvista os lucros no próprio crescimento dela, pois o objetivo é de acumular e realizar grandes retornos financeiros no longo prazo”, diz o sócio-fundador da EqSeed.

7. Estou convencido a investir via equity crowdfunding. Mas como escolher quais startups para colocar meu dinheiro?

Com equity crowdfunding, é privilegio e responsabilidade de cada investidor analisar e tomar sua própria decisão sobre a qualidade da empresa e do investimento. Certeza que uma empresa específica vai dar certo você nunca vai ter. Porém, as plataformas fazem todo possível para facilitar esse processo de decisão. “O investidor deve considerar o potencial do mercado no longo prazo e a capacidade da equipe da empresa em executar e entregar resultado pela duração do investimento”, conclui Kelly.

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