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Instagram: use a rede social em prol do seu negócio

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Com mais de 400 milhões de usuários tivos, o Instagram é um aplicativo que funciona como canal de postagem de fotos e vídeos. Dono de uma interface fácil e intuitiva, ele permite que os usuários capturem imagens, as personalize com filtros e compartilhem com os amigos. Com média de 80 milhões de publicações diárias, a rede social chamou a atenção do visionário Mark Zukerberg, criador do Facebook, que comprou o app por U$ 1 bilhão.

Se um dos principais nomes da internet nos dias atuais apostou na plataforma, não há motivos para sua marca não acreditar que essa rede social seja uma ferramenta útil para alavancar projetos e expor grandes ideias. Seus usuários são assíduos. E ela oferece alto poder de persuasão, além de ser versátil e se adaptar a diferentes tipos de negócio para garantir uma maneira pessoal e humanizada de empresas interagirem com consumidores.

Mesmo com todo incentivo e visibilidade, algumas empresas ainda resistem em investir na plataforma. Diante desse cenário, a Revista W conversou com especialistas em mídias sociais que aprovam e recomendam o uso do Instagram como ferramenta de engajamento. São dicas valiosas de como a rede social pode humanizar o contato da sua marca com os clientes.

Por que usar
Com poucos toques e algumas informações pessoais, é possível criar um perfil no Instagram. Dentro de smartphones e na palma da mão de milhares de usuários, muito mais que um canal de interação social, as mídias sociais são ferramentas poderosas para fomentar ações de engajamento com o público.

Quem é empreendedor deve saber da importância de manter um contato amigável com os consumidores. E em meio às formas mais tradicionais de interação, as redes sociais surgiram para criar a possibilidade de estimular a proximidade do cliente com a marca, divulgar a empresa, gerenciar crises e até aumentar os lucros. “A plataforma diminui a distância entre cliente e produto, pois a presença da marca no cotidiano do consumidor é recebida de forma mais pessoal”, diz Jackson Arantes, analista de redes sociais da Inspire Ideias, que tem como clientes a Nivea e a Empório Bem Estar.

“Importância não é a palavra correta. Estar presente nessas plataformas é uma obrigação de qualquer empresa atual”, diz André Alencar, diretor de mídia social e estratégia digital da B-Young, que já realizou trabalhos para o jogador Kaká e a série American Horror Story. Segundo ele, esta é uma demanda criada pelo consumidor moderno, por isso a marca deve ver as mídias sociais como uma verdadeira extensão do negócio.

O consumidor virtual está cada vez mais exigente e espera das empresas velocidade, pontualidade, eficiência e principalmente entretenimento. Dessa maneira, as mídias digitais devem ser uma conexão direta entre os departamentos da empresa e o cliente. “Marketing, atendimento e comercial devem estar envolvidos e orientados a lidar com as necessidades do usuário”, diz Alencar. São as mídias sociais que dão a oportunidade de receber essas informações direto da fonte.

Em meio às dezenas de redes sociais disponíveis na internet, o Instagram se destaca devido a sua particularidade de só trabalhar com imagens. “Sejam estáticas ou por meio de vídeos curtos, elas dão às empresas a possibilidade de trabalhar a gestão da marca de uma formar mais humanizada”, diz Arantes.

O foco que a plataforma dá para a fotografia tornou possível aproximar a empresa da vida do consumidor e passar a expor a marca de uma maneira que gere resultados mais satisfatórios. “Geralmente, postagens que revelam bastidores, eventos e situações menos formais criam um engajamento na rede social”, diz Arantes.

Alencar destaca que o Instagram teve um crescimento de mais de 750% em 12 meses, e esse é motivo mais do que suficiente para uma marca estabelecer presença em um canal tão forte. “Além disso, a plataforma abriga pessoas com uma série de preferências e hábitos diferentes que a empresa pode estudar e passar a explorar”, lembra o diretor de mídia social e estratégia.

Padrão
Fotografias tem uma capacidade muito forte de persuadir e podem ter papel chave na conquista de um novo cliente ou na realização de uma venda. “Mais do que divulgar, as imagens postadas no Instagram devem transmitir a essência e cultura da marca, sempre de forma convidativa, fazendo o cliente se identificar com cada publicação”, diz Arantes.

Tatiana Gonçalves é gerente de marketing da loja Cidiz, que usa o Instagram não só como meio de divulgação, mas também como canal de interação com o consumidor. “Em nosso perfil, publicamos fotos com o conceito e o estilo da marca para passar o modelo lifestyle para que os consumidores se identifiquem e desejem ter contato com nossos produtos”, diz.

“Antes de ingressar no Instagram, a marca deve pensar em duas coisas: conteúdo exclusivo e produção fotográfica”, alerta Alencar. De acordo com ele, repostar conteúdo de outros canais é uma grande gafe, já que os usuários dessa rede social são exigentes e estão lá para ver algo bonito e novo. E não há desculpas para publicação de imagens mal feitas e sem graça. “Hoje em dia não é nenhum bicho de sete cabeças produzir um material caprichado. Os smartphones modernos já tem qualidade fotográfica e recursos profissionais”, lembra.

Não adianta oferecer um conteúdo bonito e profissional se o consumidor não relacioná-lo à sua marca. “É importante que as imagens utilizadas sigam um padrão estético que faça referência à empresa”, recomenda Arantes. Por isso, dedique-se a dar às postagens a ao perfil a identidade visual já construída – e reconhecida – pela companhia.

Hashtags e cronograma
No geral, é básico que a marca tenha em mente o que deseja transmitir ao público e um plano pré-definido de como vai expor essas ideias. É unânime entre os especialistas entrevistados pela Revista W que deve existir um calendário para produção das publicações para deixar o perfil profissional. “Criar publicações no ultimo minuto dificilmente irá gerar bons resultados, não arrisque”, recomenda Alencar.

“Dificilmente será possível produzir material de qualidade e com consistência se não tiver uma visão de pelo menos sete dias do que você precisa fazer”, diz Alencar. Antes de postar o conteúdo, a marca deve se perguntar se ela – como usuário – gostaria de ver aquilo na timeline e se curtiria aquele conteúdo. “Se a respostar for não, está claro que sua empresa precisa se dedicar mais ao planejamento e a produção fotográfica”, completa.

Arantes concorda, e diz que é fundamental antecipar os assuntos que serão explorados. “Tome como prioridade a distribuição desse conteúdo em um período e dedique-se a extrair o melhor dessas publicações para garantir o sucesso das postagens”, recomenda o analista de redes sociais. Ele considera o planejamento prévio tão importante quanto a criação dos posts, um passo anterior que dará base para todo o conteúdo publicado na rede social. A Cidiz da extrema importância para o seu cronograma de postagem e se preocupa em fazer publicações com uma frequência que capture o maior número de seguidores e curtidas. “Fazemos quatro postagens diárias, sete dias da semana, em horários pré-definidos para que o consumidor não deixe de ter contato com a marca independentemente do período que ele acessa a rede social”, diz Tatiana.

Após a criação dos posts, o Instagram dá ao usuário a oportunidade de utilizar hashtags (#) para encontrar e indexar conteúdos dentro da plataforma. Mas não é preciso exagero, Alencar indica às marcas que não usem mais do que cinco delas por foto. “Essa quantidade é mais do que suficiente para descrever o contexto do conteúdo e fazê-lo ser encontrado por quem procura aquele tipo de imagem”, diz.

O analista de redes sociais da Inspire Ideias garante que construir um mapa de hashtags uteis para a marca é fundamental, já que o uso correto delas pode aumentar de maneira considerável os índices de interação nas postagens. “Por isso, é importante escolher palavras e expressões para que a busca do cliente seja mais assertiva e eficaz para ambos”, comenta.

Outra maneira de usá-las a favor da marca é aproveitar as hashtags que estão sendo utilizadas no momento. “Os assuntos mais comentados podem ser contextualizados ao universo da marca e, com isso, alavancar interações”, recomenda Arantes. Ainda é possível monitorar sua eficácia e a evolução das métricas do perfil como um todo utilizando aplicativos como o Iconosquare, que oferecem uma série de dados relevantes.

A empresa também pode explorar a criação de hashtags próprias para usar em todas as postagens. A Cidiz usa #EuVistoCidiz e #EuVendoEstiloEuVistoCidiz em suas publicações para garantir que o consumidor encontre imagens de todo o seu conteúdo em uma só pesquisa.

Integre o consumidor
O Instagram é uma plataforma que permite uma maneira particular de interação com o público. Já é possível encontrar empresas abusando da imaginação ao criar vídeos de receitas em 15 segundos, pequenos drops de notícia e dar vida a personagens e mascotes para se relacionar com o consumidor de maneira mais interativa.

Além de conteúdos pré-planejados, também é interessante explorar a vivência do consumidor com o produto da marca. Muitos perfis na rede social vêm publicando imagens que os usuários mandam ou postam usando uma hashtag relacionada à empresa. “É a maneira de mostrar uma imagem de satisfação real que um cliente teve ao adquirir o seu serviço”, diz Alencar. De acordo com ele, dar essa oportunidade às pessoas traz uma sensação de reconhecimento, gera fidelização, valor e proximidade para uma relação antes estritamente comercial.

“No momento em que a empresa abre espaço para que os clientes participem do seu universo, estes se sentem parte importante desta cultura”, diz Arantes. E o especialista confirma: quando a marca se torna amiga do consumidor, ela será lembrada com muito mais facilidade no futuro.

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