Entrevistas

A era pós-cupom

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Diretor de marketing do Groupon Brasil conta as novas estratégias da empresa para se consolidar no mercado online

Os tempos de ouro da compra coletiva no Brasil já se foram. Na época, muitas empresas aproveitaram o boom de consumidores ávidos por ofertas. O pioneiro Groupon foi um deles e, agora, precisou se reinventar para sobreviver no setor. O diretor de marketing da empresa no Brasil, Tomás Penido, revelou quais foram as estratégias para se manter como um serviço interessante.

Revista W: Quais estratégias o Groupon apostou para trilhar um novo modelo de negócios pós-compras coletivas?
TP: Inicialmente, nossa proposta era apenas uma oferta diária de destaque e era necessário um grupo de pessoas que se interessasse. Já sabíamos que era um modelo de negócio que exigiria constante evolução. Nos transformamos à medida em que o consumidor foi mudando e hoje temos um banco variado de ofertas. Há também uma preocupação maior com o número de vouchers, compatível com o local parceiro. Estamos nos adequando e evoluindo para atender o usuário.

W: O que mudou do início do Groupon para cá?
TP: Eu ressaltaria a diversidade cada vez maior de ofertas. Hoje, o Groupon é o lugar onde as pessoas podem procurar qualquer coisa. A proposta de oferecer um benefício interessante ao consumidor permanece, mas com mais variedade. Outra coisa é a penetração da mobilidade. Atualmente, metade das transações feitas na nossa plataforma são por meio de dispositivos móveis. O perfil do consumidor também mudou. Ele está cada vez mais exigente, o que pede investimento em atendimento. Há 150 pessoas nesse setor e aumentamos o controle de qualidade sobre as ofertas. Antes, o usuário também fazia um estoque de cupons e agora está consumindo com mais rapidez. Isso nos fez criar um sistema de voucher instantâneo.

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(imagem: reprodrução) Investir no mobile foi um dos caminhos para reinventar o modelo de negócio

W: Quais são as novidades mais recentes do Groupon?
TP: As novidades costumam ser testadas primeiro nos Estados Unidos e depois são replicadas em outros países. Vamos fazer uma grande mudança na Experiência de Usuário no Brasil agora, trazendo uma plataforma que já funciona por lá. É um novo mercado. O foco vai continuar no consumidor, mas vamos investir em pesquisa de satisfação tanto dos usuários quanto dos parceiros. Estamos, por exemplo, trabalhando em um projeto para ganhar mais relevância junto à empresa parceira, que é entregar uma experiência conectada ao Groupon para gerenciar negócios. Como por exemplo, um sistema de ocupação de mesas para um restaurante, um controle de estoque para lojas, e a partir disso criaríamos uma oferta inteligente. Vamos poder ver isso no Brasil em breve.

W: Quais serão os próximos passos da empresa?
TP: O setor de comércio eletrônico vem crescendo e estamos sofrendo grandes transformações. Como o mobile commerce. Vamos, cada vez mais colocar acesso na palma da mão do consumidor de maneira mais relevante. Crescemos 7% no mundo todo em 2013 e nossa receita aumentou mais de 10%. Por isso, vamos continuar desbravando esse mercado e evoluindo.

*Publicado originalmente na edição 166 (de maio) da Revista W. Todos os direitos reservados.

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