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Campanhas online

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Murilo Oliveira, da iFruit, comenta como as redes sociais podem ser uma poderosa ferramenta de branding (gestão de marcas) na internet

As mídias sociais conseguiram se transformar em um dos pilares da publicidade geral. Hoje, qualquer empresa quer que a sua marca “viralize” e se espalhe por esses canais para conquistar clientes. Murilo Oliveira, da iFruit, comenta o poder das campanhas bem feitas, estreladas por celebridades:

Revista W: Conte um pouco sobre a iFruit.
Murilo Oliveira: Eu e meu sócio, Felipe Laccocca, tínhamos uma ideia de um projeito que era fazer com que celebridades virassem garotos-propaganda de marcas na internet e nas redes sociais. Nós já trabalhávamos com publicidade (eu desde 2003 e meu sócio desde 1999, um dinossauro da publicidade na web). Fizemos plano de negócios, começamos a fazer contatos, montamos um portfólio e estreamos em fevereiro de 2012. Foi difícil porque era um mercado iniciante, e era difícil vender para as empresas a ideia de que as redes sociais eram, sim, uma plataforma de mídia.

W: O que vocês fazem exatamente?
MO: Conectamos audiências a marcas através de um artista. As empresas nos procuram para criar campanhas digitais, e por um tempo determinado uma celebridade se torna embaixadora da marca dentro das redes sociais, e tudo isso de forma autêntica e natural. O artista precisa conversar com o público de uma forma espontânea, por isso temos a premissa de que ele só deve falar nos produtos que acredite.

W: Qual o impacto de ter uma celebridade em uma campanha digital?
MO: Tem um alto poder de convencimento. A pessoa que reconhece uma personalidade que considere importante, que seja fã, vai acreditar muito no que ela fala. Em termos de conversão os resultados desse tipo de ação são bem maiores em comparação com a venda de banners digitais, por exemplo.

W: E quanto aos custos?
MO: Um comparação que sempre levamos para o mercado é que quando uma empresa precisa de um garoto-propaganda para as campanhas na televisão precisa desembolsar uma quantia alta. E depois ainda precisa desembolsar veicular nos meios impressos e rádio. Você pode otimizar essa verba em até 20%, em muitos casos, investindo em uma campanha para a internet, promovida através de redes sociais. O Brasil tem mais de 100 milhões de usuários nessas plataformas e passa mais tempo ali o que na TV. Na web, também é muito mais fácil mensurar os resultados, em comentários, cliques e engajamento.

W: Qual das redes sociais é a melhor para ações de publicidade online?
MO: Depende. O Instagram é a rede da moda, a que dá mais resultado atualmente. O alcance das postagens no Facebook caiu muito, o que prejudicou as coisas. Já o Twitter, que teve uma queda de usuários, está conseguindo reverter a situação. É uma boa plataforma se você quer levantar um assunto muito rápido.

W: E como criar um “viral”?
MO: O sonho de todo anunciante é que uma nova campanha viralize e “caia na boca do povo” de forma orgânica, que é quando as pessoas falam do assunto naturalmente, de graça, porque gostam. O grande desafio é ter uma ideia bacana, que seja interessante para o público. É preciso criar uma história em torno do produto, para que o consumidor tenha interesse em participar da brincadeira. A linguagem precisa ser autêntica, e não mecânica. Do contrário a ação pode ter o efeito oposto e gerar um “buzz” negativo para a empresa. E, claro, nunca mentir para o público. Se você esconde alguma coisa, ou tenta enganá-lo, ele com certeza vai descobrir.

*Publicado originalmente na edição 169 (de agosto) da Revista W. Todos os direitos reservados.

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