Opinião

Como prevenir fraudes de cartão de crédito

fraude cartão

Monitorar hábitos de compra suspeitos podem evitar problemas do tipo tanto para clientes, quanto para lojas virtuais

*Por Jorge Nogueira

É crucial que as empresas emissoras de cartão de crédito estejam preparadas para fraudes, monitorando constantemente os hábitos de quem usa esse tipo de pagamento. Um caso suspeito, por exemplo, seria quando um cliente, que tem um gasto médio mensal de mil reais tenha feito, em um único dia, uma sequência de compras que superem esse valor. Outro indício é um cartão que efetua uma série de transações em um período curto de tempo. Comportamentos que diferem dos hábitos de consumo daquele cliente sinalizam possíveis fraudes.

Alguns sistemas de compras podem ser programados para enviar alertas às instituições financeiras sobre transações suspeitas, bloqueando os cartões envolvidos, como prevenção. Mesmo que não seja caso de fraude, esse procedimento somado ao contato com o titular do cartão, para confirmar se as transações são de seu conhecimento, ajudam a evitar problemas para o cliente e para a loja. Uma solução quem têm sido bastante explorada é o envio de SMS para o usuário sobre todas as transações realizadas pelo seu cartão em tempo real. Assim, ele pode entrar imediatamente em contato com a central de atendimento da instituição se não reconhecer alguma compra realizada, permitindo que o cartão seja bloqueado e o valor da transação estornado.

Hoje em dia, os cartões de crédito possuem duas formas de trocar dados com os terminais. A primeira é por meio da tarja magnética e a outra pelo chip. Os de tarja magnética são mais vulneráveis a fraudes, em comparação aos que possuem chip. Isso porque todos os dados sobre as transações realizadas e dos usuários ficam gravados na tarjas. Os cartões de chip garantem a segurança das informações, já que a tecnologia utilizada conta com uma microprocessador que encripta (torna ilegíveis) os dados do cartão, impossibilitando o acesso das informações por terceiros a não ser que tenha uma máquina específica para isso. Sem contar que qualquer transação com chip, exceto via internet, precisa que o portador do cartão digite um código de segurança.

Nas transações pela web o cuidado deve ser redobrado,porque não é preciso informar a senha eletrônica para confirmar a compra. Mas, independente do tipo de segurança do cartão,chip ou tarja, os dados podem ser roubados por fraudadores. Por isso, o comprador tem que se certificar que está em um ambiente seguro, ou seja, em um site que exiba um certificado de segurança, que significa que a troca de dados está criptografada e protegida.

Como as empresas protegem nossos dados?

Empresas de cartão de crédito normalmente seguem um ciclo que acontece em quatro etapas: prospecção, aquisição, gerenciamento de carteira e cobrança. Durante a prospecção e aquisição são confirmados todos os dados cadastrais do cliente. Na fase de gerenciamento de carteira, o sistema analisa as transações em tempo real e verifica possíveis desvios no padrão de consumo do dono do cartão.

Durante esse processo, os riscos de fraude incluem o uso de dados de pessoas já falecidas para efetuar transações ou até mesmo uma solicitação de alteração de endereço do titular do cartão. Nesse caso, o criminoso poderia incluir um endereço próprio para receber o plástico e efetuar compras sem que o cliente perceba. Em outros exemplos, fraudadores conseguem driblar as análises citadas e só é pego durante ações de inadimplência.

Por isso, é importante, tanto para compras online quanto físicas, nunca fornecer informações como CPF (Cadastro de Pessoa Física) e número do cartão por telefone, mesmo que a pessoa se identifique como atendente da empresa. Também é importante nunca gerar uma imagem do cartão, seja por foto ou escâner, já que dados importantes para compras estão impressos ali. Por último, não informar dados de cartão para um site que não seja criptografado, isto é, que proteja os dados de seus clientes com senhas e blindagens específicas. É preciso ficar atento aos sites de lojas mais populares, que são os que mais sofrem fraude.

Criminosos estão sempre aprendendo novos truques na web e se adaptam a sistemas de segurança. É importante que analistas de transações fiquem de olho, monitorando comportamentos suspeitos para entrar em ação na hora certa.

*Jorge Nogueira é líder de projetos na Stone Age, onde trabalha desde 2008. É formado em Ciência da Computação pela UGF e tem pós-graduação em Banco de Dados, com ênfase em Business Inteligence, pela PUC-Rio. Tem 12 anos de experiência no mercado, com passagem por empresas como White Martins e Brasilcap.

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