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Conheça 4 plataformas para anunciar no mundo digital

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A cada mês, ao internauta brasileiro são expostos uma média de 1.800 displays publicitários dos mais variados tipos de negócios, segundo os dados da comScore (empresa especializada em análise da web). São anúncios de restaurantes, cabeleireiros, padarias, pet shops, joalherias, agências de turismo – e tudo o mais que você possa imaginar.

O motivo para tanta publicidade on-line é simples: pouco gasto e muita visualização. Acompanhe a reportagem a seguir e descubra quanto você vai gastar para investir, quem está usando, de que forma deve divulgar e em quanto tempo terá retorno em quatro plataformas digitais diferentes.

1. YouTube

O YouTube permite basicamente dois tipos de publicidade: anúncios em texto, que aparecem dentro dos vídeos que o usuário deseja ver, e em filmes, que devem ser produzidos pelo anunciante. O primeiro caso funciona de forma quase que idêntica ao tradicional Google AdWords. O segundo requer mais cuidado, pois trata-se de uma mídia diferenciada. “Ao falar em público brasileiro, dá mais certo criar filmes de curta duração”, afirma Thiago Regis, diretor de arte e novos negócios da agência Pílula Criativa.

Os anúncios em vídeo do YouTube podem aparecer em três lugares diferentes: antes da visualização de um vídeo, no lado direito da tela (junto com a lista de próximas reproduções) e no topo após fazer uma pesquisa dentro do site. Com relação ao custo, é bem barato. A rede social cobra por custo por visualização (CPV), variando entre R$ 0,20 e R$ 1. “Nessa plataforma você deve fazer a conta inversa. Em vez de perguntar ‘Meu vídeo deve atingir quantas pessoas?’, pergunte ‘Quantas pessoas eu quero que vejam meu filme?’”, diz André de Alencar, head de estratégia digital da B-Young Social Media. “Depois de fazer uma estimativa, dá para saber quanto você quer gastar para aparecer na rede. Mas lembre-se de que, quanto mais investe, mais o custo por visualização cai.”

Para exibir sua propaganda, o YouTube utiliza um esquema de palavras-chave. Quando um usuário procura por um vídeo com palavras iguais as que você escolheu, a chance de seu anúncio aparecer é bem grande. “Outra característica legal que a rede social agregou do Google foi a plataforma pay-per-use, que você define o orçamento e cria toda a campanha sozinho, sem precisar de auxílio de especialistas”, alega Alencar.

2. Superplayer

De acordo com dados próprios, anunciar no badalado site de músicas Superplayer rende 3.200.000 impressões em 30 dias. A plataforma oferece cinco formas de divulgar sua marca no streaming. Mas, antes de você se empolgar e já sair decidindo qual é o melhor modelo para anunciar sua marca, entenda primeiro que público está nessa plataforma e se ele é o ideal para seu negócio ter uma campanha no site. “Ele é acessado por pessoas jovens, das classes econômicas A, B e C. Se seu tipo de cliente for esse, é superválido você analisar se vale investir”, aconselha Leonardo Munhoz, executivo de atendimento da WebSnap.

Com relação aos custos, o Superplayer informa que o valor mínimo do custo de aparecer, em um banner, é de R$ 15 (CPM). A exibição de um vídeo sai por R$ 40. Há ainda cinco formas personalizadas de aparecer no site, com valores que variam de acordo com a estratégia: Playlist Personalizada (um quadrado reservado para sua marca com as músicas que você selecionar), Playlist Patrocinada (você escolhe uma lista já pronta no site e apenas adiciona o nome da sua empresa), Aba Personalizada (uma página dedicada totalmente para sua companhia e com várias playlists feitas por você), Spot em Áudio (propagandas no meio da música e seu banner no lugar da capa do álbum) e Fullbanners (o maior e mais visível espaço do site, onde também se pode acrescentar vídeos).

Entre as marcas que fizeram ou estão fazendo sucesso na rede pode-se citar Unilever, Tramontina, Arcor, Olympikus, ESPM, Lilly’s Closet, Women’s Health, Men’s Health e Dakota. Um exemplo de campanha arrasadora é a da Bauducco promovendo sua linha de cookies. A empresa usa a Aba Personalizada e oferece três playlists baseadas em diferentes fases de um show: antes, durante e depois da festa. A companhia ainda recrutou bandas como “The Kooks” para compor as trilhas.

3. Spotify

A plataforma de streaming sueca chegou ao Brasil somente em janeiro de 2014, mas já conquistou vários fãs. Com um público focado em jovens das classes econômicas A, B e C, o Spotify também possui aplicativos para smartphones com Android, iOS e Windows Phone e sincroniza com sua conta no Facebook. Diferentemente do Superplayer, que oferece apenas playlists, ele conta com as trilhas separadas por humor e momentos e também oferece músicas dos artistas que você quiser. Isto é, se estiver a fim de ouvir só Iron Maiden, é isso que você terá.

Com relação ao custo, a plataforma não fala sobre os números cobrados. Especialistas entrevistados pela Revista W dizem que valor muda de acordo com o perfil do anunciante e da campanha. As propagandas podem aparecer de diferentes formas no site. “O Spotify possui diversos tipos de anúncios, que vão desde vinhetas durante a programação musical até vídeos, banners e playlists com nome das marcas. Uma estratégia para obter sucesso é abusar de conteúdos irreverentes, chamativos e com alto teor viral”, explica Regis.

Entre as marcas que já apostaram no Spotify estão Coca-Cola, McDonald’s, BMW, Reebook e Jose Cuervo. Uma campanha de grande sucesso na rede foi a feita para série de TV norte-americana The Carrie Diaries. O spin-off de Sex and the City contava com uma playlist exclusiva com músicas dos anos 1980, década em que a trama se passava. De acordo com dados oficiais, 66% dos usuários ouviram a trilha criada.

Para ajudar as empresas que querem investir na rede, o próprio Spotify possui uma área exclusiva em seu
site. Com dicas, cases e dados mostrando o motivo para você escolher a rede, acesse www.spotify.com/br/brands e seja convencido (ou não) a fazer parte do time.

4. Tinder

Para promover o filme de ficção científica Ex-Machina, o pessoal do marketing resolveu inovar e criar uma conta no Tinder para a robô com inteligência artificial Ava, interpretada pela atriz sueca Alicia Vikander. No aplicativo, a suposta garota fazia perguntas do tipo “Como é estar apaixonado?” e “O que faz de você um humano?”. Se as respostas dos pretendentes fossem legais, ela passava o Instagram do filme. No final, o usuário entendia que o perfil era de uma propaganda e acabava conhecendo a sinopse do longa-metragem.

Por mais estranho que pareça, esse tipo de ação está pegando no Tinder e é fácil de fazer (mas, claro, você precisa ter um projeto legal e uma personagem para trabalhar em cima). Basta entrar no aplicativo, criar uma conta e começar a curtir quem tem o perfil para alavancar seu projeto. E, o melhor, tudo isso sem precisar gastar nada. “O Tinder é uma rede social que atinge um nicho bem específico. Apesar de o público não estar tão disposto a ser impactado por uma marca no momento que está usando o aplicativo, se a estratégia for bem aplicada e o objetivo da campanha bem direcionado, até pode gerar alguma coisa interessante para quem usa”, diz Munhoz.

O único problema é que pode demorar até que a ideia entre nos trilhos. Como é um processo orgânico em que deve criar um perfil, engajar e conquistar pretendentes para, depois, mostrar que se trata de uma propaganda, pode levar um tempinho. Sem contar que alguns usuários podem se sentir traídos e ignorar que tudo não passava de uma brincadeira bem bolada. “O Tinder pode até chegar a deletar os perfis falsos e justificar a atitude como um ato que não está dentro das políticas praticadas pela ferramenta”, alerta Regis.

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