Design

Conheça técnicas de design que devem bombar em 2016

6 faebric  Paineis

De nada adianta produzir conteúdo digital maravilhoso e colocá-lo em um site esteticamente desagradável. É importante utilizar técnicas do design digital para aprimorar a navegação, tornando-a mais dinâmica, intuitiva e clean. Esses conceitos ajudam a manter o público por mais tempo na página, e consequentemente faz com que eles retornem graças à forma de acesso simpática e direta.

A Revista W conversou com especialistas em design digital e apresenta quatro técnicas essenciais para quem quer se fortalecer e aparecer mais na internet. De quebra, os entrevistados apontam as tendências para 2016. Um dos destaques, por exemplo, é a tendência do “menos é mais” do Flat Design. Outros pontos que chamam a atenção dos analistas são as melhores formas de interagir com o público por meio de técnicas de UX. Ainda é possível entender porque a navegação de painéis está se tornando tão popular em sites de e-commerce e como o Cross Device ajuda seu site a aparecer mais no Google.

Flat Design

O Flat Design apareceu com certo destaque em meados de 2013. Ano que vem, entretanto, ele deve dominar o ambiente digital. A técnica tem como base o conceito “menos é mais”, e já foi adotada por grandes empresas como Apple e Microsoft. O design simples e intuitivo deve fazer parte da maioria dos projetos de quem quer conquistar e ao mesmo tempo harmonizar a experiência do público.

A designer Adriana Pepplow, que atua na agência digital CreativeBizz, afirma que o design digital mudou bastante nos últimos tempos. Muito do que antes se mudava por uma questão de estilo, hoje evolui por uma questão de necessidade. “O Flat Design surgiu como uma forma de acompanhar as novas tecnologias, trazendo para sites e aplicativos mais simplicidade e versatilidade, diante da crescente variedade de dispositivos”, explica a profissional que trabalha com design digital, criando sites e auxiliando marcas a projetarem sua identidade visual na web.

Em tradução livre, pode-se chamar a técnica de “Design Plano”. Pelo nome, já é possível perceber que a intenção é deixar tudo com uma aparência mais limpa. As páginas baseadas no Flat Design colocam de lados detalhes como bordas, sombras e outros efeitos que podem deixar as imagens mais carregadas.

Cristiana Marroig, webdesigner e sócia de Agência Tamanduá, explica que por ser mais simples, o Flat Design também pode ajudar a melhorar o carregamento das páginas. “Isso faz com o que o usuário não fique frustrado e desista ao tentar acessar um site. Houve um cliente nosso que apenas com a troca de layout aumentou a permanência do site de 25 segundos para um minuto e 40 segundos. Pode parecer pouco, mas foi essencial para melhorar o negócio”, afirma a webdesigner.

Apesar de facilitar a vida do usuário, é preciso tomar cuidado para não perder a identidade da marca ao usar o flat design. “Imagino que layouts mais limpos e minimalistas continuem como tendência, mas o desafio que está por vir será agregar personalidade e inovação a eles, pois se corre o risco de muitos sites, por exemplo, parecerem uns com os outros”, explica Adriana.

Design UX

O design baseado na experiência do usuário é chamado de UX (User Experience). As páginas da web que utilizam essa técnica procuram otimizar a navegação por meio de interações. Elas facilitam e proporcionam uma experiência melhor a quem acessa o site, aumentando as chances de retorno e o tempo de permanência na página.

Cristiana explica que o UX inclui elementos de design de interação, arquitetura de informação e pesquisa com usuários. Juntos, e se aplicados de forma correta, eles garantem um website capaz de atender um público alvo. “Quando o internauta navega em algum site, não é apenas o layout que deve ser interessante, mas todos os seus componentes”, completa.

Usabilidade e interatividade são termos que devem estar sempre presente nos planos de qualquer empresa que pretende se destacar na internet. “Atualmente temos uma maior preocupação nesse aspecto, principalmente porque muitas áreas estão migrando para a ‘gamificação’, e naturalmente a web permite um nível gigantesco de formas de interação”, explica Luciano Rocha Pereira, que atua como professor de web design e design gráfico na escola Imagine School.

Entretanto, os recursos de UX devem ser aplicados baseados em estudos. “É preciso conhecer o seu público alvo, saber o que ele faz, como faz, o nível de conhecimento online, quais os seus hábitos e outras informações. A partir daí você conseguirá implementar qualquer umas das técnicas”, conta Cristiana.

A web designer explica que deve-se usar o benchmark para analisar outros sistemas e identificar o que pode ou não ser aproveitado para o novo projeto.  O chamado Eye Tracking é uma técnica para formar um mapeamento do olhar do usuário. “Ele serve para definir uma ordem do que está aparecendo mais no site. Usa-se bastante na execução de layouts de portais, por exemplo, para identificar aonde a mídia será mais vista e aonde um assunto específico deverá ficar”, afirma.

Os testes de usabilidade também podem ajudar na hora de dar os primeiros passos. O objetivo é reunir a experiência de vários usuários com diferentes níveis de conhecimento da internet. “Isso mostrará os erros de funcionalidade, de acesso, necessidades de novas funções e outros possíveis problemas do sistema”, conta Cristiana. A chamada análise heurística consiste em apontar os pontos fracos e fortes da página. Após serem identificados, eles são descritos em um documento, que também conta com sugestões e recomendações para melhorias.

Navegação em Painéis

Optar pelo sistema de navegação por meio de painéis significa apostar nas imagens. Normalmente a técnica é usada para dar maior destaque a elementos chave da página, e também pode ser chamada de Navegação em Grids. Alguns e-commerces já adotaram o modelo, afinal, mostrar a imagem do produto chama muito mais a atenção do que descrevê-lo.

Com a chegada das redes sociais essa tendência de destacar a imagem só deve aumentar. “Ocorre que, como atualmente o público está muito focado em imagens e vídeos graças à massificação de acesso nas mídias sociais, a navegação em painéis é uma tentativa de aproximar o conteúdo deste formato amplamente utilizado em sites como Facebook, Instagram ou Pinterest”, explica Antonio Borba, diretor executivo da agência de web design Redemagic.

Para Adriana, além que despertar a atenção dos usuários, o recurso representa facilidade de adaptação para dispositivos móveis. “Muitos sites responsivos se utilizam das grandes imagens, textos e espaçamentos, para que a transição do layout fique mais sutil nas diferentes telas. Isso assegura tanto a identidade quanto a usabilidade do site.”

Ela acredita que os usuários mais ligados à tecnologia já incorporaram e utilização do formato, e que a tendência é de que ele passe também a imperar para o público geral. Ela ainda explica que esse estilo de navegação deve continuar em uso pelos próximos anos, passando por adaptações para cada aplicação.

Cross Device

Cada vez mais pessoas acessam a internet por meio de smartphones e tablets. É por isso que o Cross Device se tornou uma técnica importante para oferecer uma boa navegação em qualquer situação.

O método consiste na criação de um layout que se encaixa perfeitamente em diferentes meios de acesso. Afinal, não é nada cômodo entrar em um site pelo celular e precisar dar zoom para conseguir achar alguma coisa. “Hoje é imprescindível pensar no seu projeto como Cross Device, pois recentemente o número de visitantes que chegam a um site por meio de um aparelho mobile ultrapassou o número de visitantes tradicionais”, explica Edson Kan Ishigami, diretor de desenvolvimento da Agência Digital Citrus7.

Ishgami garante que qualquer empresa que queria se destacar na internet precisa considerar a adoção do Cross Device. “Se continuar a pensar em um projeto apenas para os meios tradicionais, tenha certeza de que perderá uma grande parcela de possíveis usuários”.

Além de garantir uma boa experiência em qualquer tipo de dispositivo, o design responsivo influência no resultado de buscas no Google. O algoritmo do maior buscador da internet trabalha com a função “mobile friendly”. Durante as buscas, o sistema prioriza sites que utilizam o Cross Device, fazendo com que eles apareçam antes dos que não usam a técnica.

Se a empresa preferir, é possível criar uma página específica para acessos mobile ao invés de adaptar a versão de desktop. “Em vez de adotar um site responsivo global, cujo texto pode ser demasiadamente longo para celulares, muitas vezes ter uma versão específica para celulares pode ser o melhor caminho.” A solução deve ser adequada conforme a necessidade do cliente contratante e conforme o público-alvo.

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