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Correios expandem operações para Hong Kong e Miami

Correiros inter

Objetivo é ampliar as instalações internacionais e melhorar o escoamento do comércio eletrônico

Para melhorar o fluxo de pedidos do comércio eletrônico internacional, os Correios pretendem instalar dois armazéns em outros países: um em Hong Kong e outro em Miami (EUA). A medida vem para acompanhar a alta das compras em sites estrangeiros, que cresceu 400% nos últimos cinco anos. Segundo a empresa, são dois pontos estratégicos onde já há um grande volume de importações, e demanda mais preparo em logística. A ideia é também estimular o caminho inverso, e dar espaço para que produtos brasileiros sejam vendidos nesses mercados.

O chefe do Departamento Internacional dos Correios, Alberto de Mello Mattos, explicou ao Estado de S. Paulo que o armazém em Hong Kong terá duas finalidades. Primeiro servirá como ponto de apoio para a exportação de produtos brasileiros para o exterior. E será possível, também, estocar produtos oferecidos no mercado chinês, o que deve encurtar o prazo de entrega ao consumidor.

Este viés exportador ainda não existe, de acordo com Mattos, e ainda precisa ser estimulado. Por enquanto, é mais provável que a medida facilite o trabalho de vendedores chineses, no mercado brasileiro. Procedimentos burocráticos de importação, como a checagem de documentos seja feita antes de a mercadoria ser embarcada para o País. Isso evitaria que um produto, ao chegar ao Brasil após a viagem da China, tenha a sua entrada proibida por falta de documentos.

Em contrapartida, os impostos também serão antecipados. Dessa forma, quem compra em sites chineses, pelo custo-benefício mais competitivo que o de lojas brasileiras, talvez não veja mais uma grande vantagem. Vale ressaltar que todas as compras feitas em lojas virtuais estrangeiras são, sim, tributadas. Mas isso ocorre através de uma fiscalização que leva em conta uma amostragem, por falta de estrutura do governo em analisar cada mercadoria.

Recentemente, a gigante do comércio eletrônico chinês, Alibaba, firmou um acordo de cooperação com o Brasil para facilitar o fluxo do comércio eletrônico entre os países. A ideia é que o consumidor brasileiro pague pelos impostos e taxas no ato da compra, como já acontece com sites americanos. Assim, a fiscalização começaria antes mesmo do produto chegar aqui, agilizando o processo. A Alibaba tem hoje 2 milhões de compradores brasileiros, uma de suas bases mais ativas.

Já em Miami (EUA) a ideia também é aumentar os serviços de logística. Mattos explicou que muitos sites americanos não vendem para o Brasil por problemas de logística reversa. Em geral, os vendedores não querem arcar com os custos de trazer a mercadoria de volta para os Estados Unidos, caso não queiram pagar pelos impostos aqui.

Via Estadão

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