Entrevistas

Designs personalizados

99designs

Com creca de 13 mil designers à disposição, o 99designs traz um modelo de negócio diferente. Entenda como funciona

O 99designs vende serviços de design para sites, aplicativos ou lojas virtuais. No modelo de negócios deles, o cliente propõe o que quer receber e vários profissionais interessados enviam seus trabalhos, como em um concurso. Cabe ao cliente escolher dentre as opções recebidas qual lhe agrada mais e o vencedor recebe um prêmio em dinheiro. Para entender melhor, a Revista W conversou com Dan Stroungo, que coisa da 99designs brasileira.

Revista W: Como surgiu a ideia do 99designs?
Dan Strougo: Foi uma ideia espontânea, nada planejado. Existia uma empresa chamada SidePoint, na Austrália, que era um repositório de conteúdo de tecnologia. Havia um fórum para programadores e outro para designers. Lá, começou a acontecer uma coisa que chamamos de “Photoshop Tênis”, que é quando é proposto um briefing falso e cada designer envia uma ideia em cima disso. Isso era feito sempre como uma brincadeira, até que um web designers aparecer pedindo um logotipo, dizendo que precisava para um cliente real. Ele enviou um briefing real e eles começaram a fazer isso com mais frequências. Até que surgiu a ideia de cobrar pelas ideias aceitas. Os fundadores do 99design descobriram que possuíam um modelo de negócios, porque os clientes ofereciam um prêmio para o trabalho que mais gostassem. Porém, como o fórum era muito bagunçado, eles resolveram criar um site e assim surgiu o 99designs, por volta de 2008.

W: Como o site foi rentabilizado?
DS: Em um primeiro momento, o dinheiro vinha somente dos concursos oferecidos. A empresa ficava com uma porcentagem dos prêmios. Depois, foi aberta uma rodada para investimentos externos e, desde o começo, sempre tivemos um fluxo de caixa positivo e uma receita boa, mesmo sem ter investido em marketing.

W: Por que a empresa veio para o Brasil?
DS: Fazia tempo que o pessoal da empresa estava de olho no Brasil, por conta do crescimento do  mercado de microempresários, que é a base para o serviço oferecido. Já existia aqui, também, uma grande comunidade de brasileiros no 99designs original. O que foi feito primeiramente foi traduzir o site. Nós sabíamos que era necessário criar um escritório no Brasil para dar certo, de forma a atender corretamente os clientes no País. Somos três pessoas para manter contato com o time de produtos na Austrália e com a equipe de marketing da califórnia, nos EUA. Aqui somos uma equipe de atendimento ao consumidor brasileiro e latino.

W: Quais são os principais benefícios desse tipo de plataforma para os designers?
DS: O principal benefício é que os designers possuem várias oportunidades de negócio na área que eles preferem. E, assim, eles entram no mercado e conseguem criar uma cartela de clientes, porque ao ganhar um concurso, muitos designeres conseguem clientes fiéis. Nada mais natural do que esse cliente voltar para esse designer quando precisar de outros trabalhos, sem participar de outros concursos.

W: E para o mundo do e-commerce, como o 99designs pode ajudar?
DS: Nós pretendemos fechar parcerias com as principais plataformas de criação de lojas, de forma a levar o nosso modelo de negócio para vendedores. Sabemos que uma boa interface converte mais vendas, e essa é a ideia: oferecer profissionais para melhorar o serviço dessas lojas virtuais.

*Publicado originalmente na edição 167 (de junho) da Revista W. Todos os direitos reservados.

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