Opinião

Etapa 4: Momento de colocar a casa em ordem

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Antes de pensar no futuro com Big Data, a empresa precisa garantir o bom funcionamento dos processos internos

Em uma construção ou reforma, a decoração ocupa a última posição na lista de prioridades. Antes de pensar em deixar o local bonito e agradável, é necessário garantir uma base sólida para que o espaço seja funcional. A ideia parece óbvia, mas a maioria das empresas ignora essa lógica quando o assunto é tecnologia.

Os empresários ficam deslumbrados com as futuras possibilidades prometidas pelas soluções tecnológicas mais recentes, mas se esquecem de certificar que os processos internos caminham de maneira eficiente. Assim, ao invés de investirem em ferramentas de Search, optam por Big Data.

A expressão Big Data é utilizada para descrever o crescimento, disponibilidade e uso exponenciais de informações e vem se tornando o grande sonho de consumo do ambiente corporativo nacional. Entretanto, são poucas as empresas que estão no estágio adequado para investir em Big Data.

Antes de realizar análises complexas, as organizações precisam reformar suas próprias estruturas para permitir que os colaboradores não percam tempo com o grande volume de informações armazenadas. Portanto, primeiro é preciso investir em soluções de busca corporativa, como por exemplo o Google Search Appliance.

“Fala-se muito de soluções de Big Data, mas estas soluções têm um impacto limitado à medida que se relacionam diretamente com um grupo restrito de pessoas, geralmente a alta cúpula, e dependem de um expert para desenvolver programas específicos que manipulem um volume gigantesco de dados. Enquanto isso, os demais colaboradores seguem gastando uma parte preciosa do dia em busca de informações”, alerta Marcos Farias, diretor da Just Digital.

Mostrar como as empresas podem otimizar tarefas internas com uma solução de busca e como isto pode trazer mais retorno do que investir Big Data são temas desta quarta e última etapa da webserie produzida pela Just Digital. Seguindo esta premissa é possível oferecer uma base confiável para o crescimento das corporações.

Nas três etapas anteriores foram mostrados os benefícios e desafios do GSA nas corporações. Se unirmos a lógica do equipamento com o conceito da Pirâmide de Maslow dentro das instituições, veremos que o produto do Google influencia diretamente a tomada de decisões nas corporações (veja mais sobre o conceito abaixo).

Isso só é possível porque seu uso já está consagrado pelos usuários que reconhecem nele a mesma facilidade e qualidade do buscador na Internet. Além de impactar positivamente a produção, ele tem manuseio simples e não necessita de um profissional especializado para realizar pesquisas. Afinal, quantas vezes você precisou chamar alguém da área de TI para te ajudar a encontrar algo que buscava na Internet no portal do Google? A ideia é trazer este mesmo nível de autonomia para dentro das empresas.

Só após a consolidação da cultura da busca corporativa a companhia está pronta para pensar no futuro com Big Data. São conceitos complementares e que podem ser trabalhados simultaneamente. Com o Search é feita a busca de dados rapidamente (aspecto tático e operacional) e com Big Data a análise precisa e eficaz para definir os rumos do negócio (aspecto estratégico).

O GSA está em plena evolução e embora o Google não compartilhe os próximos desenvolvimentos, é certo que o GSA pode ocupar um papel de destaque não só como aliado do Big Data, mas também como ferramenta necessária para o crescimento saudável de qualquer corporação.

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A qualidade dos dados – Entra Lixo, Sai Lixo

Seja com Search ou com Big Data, a qualidade dos resultados depende principalmente das informações contidas nos documentos. Se os conteúdos são pobres e/ou irrelevantes, a busca e a análise ficam prejudicadas.

Essa situação é conhecida pelo termo jocoso de GIGO (Garbage In, Garbage Out, em inglês). É uma forma de chamar a atenção de empresários e profissionais de TI para a qualidade das informações armazenadas em diversos sistemas.

Esta expressão é comumente vista em três contextos diferentes:

1. Como explicação para ruídos e interferências em documentos de áudio e vídeo no processo de digitalização.
2. Para justificar falhas humanas nos processos de tomada de decisão em virtude de dados incompletos.
3. Com o significado de “garbage in, gospel out” (entra lixo, sai confiança, em tradução livre), que critica a excessiva valorização que muitas pessoas tendem a dar à informações apenas pelo fato de terem sido “geradas” por computadores.

A pirâmide de Maslow

Conceito proposto pelo psicólogo norte-americano Abraham Maslow no século passado, a pirâmide é uma divisão hierárquica de necessidades e satisfações do ser humano. Na base, ficariam as demandas básicas, como comer e dormir. O indivíduo escala as obrigações até chegar ao topo, que corresponde ao nível mais alto da realização pessoal.

No ambiente corporativo, essa pirâmide retrata as necessidades das organizações, com as demandas básicas embaixo e as específicas acima. O topo é constituído pelo impacto que o negócio possui no mercado.

O GSA ocupa papel de destaque por atuar diretamente em praticamente todas as camadas dessa representação. Apenas no que se refere à insights, soluções de search não conseguem ajudar, abrindo espaço para as soluções de análise, como ferramentas de Business Intelligence e Big Data.

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