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Confira dicas essenciais para garantir as vendas do seu e-commerce em smartphones e tablets

Empreendedores do comércio eletrônico estão começando a perceber o quanto as plataformas móveis são capazes de ampliar as vendas e turbinar os lucros. Cada vez mais deles, querem estar “no bolso” de seus clientes, através das telas de celular. Mas para vender ali, é preciso pensar em alguns pontos importantes, diferentes do momento em que se cria um site de compras para um computador.

Uma loja virtual, mais que um site qualquer, precisa levar em conta funcionalidades e variáveis para atender o usuário da melhor maneira, mesmo em uma tela menor de smartphone ou tablet. Para debater o assunto, a Revista W conversou com Bruno Pimentel, fundador da agência de marketing de performance New Blue, que atende principalmente empresas de varejo online. “Normalmente, um cliente nos procura quando precisa reverter um resultado negativo. Nós trabalhamos estruturando métricas do e-commerce e oferecendo foco para as mídias que mais convertem”, explica o executivo.

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E quando um cliente quer migrar seu e-commerce para os dispositivos móveis? “Mudar para o mobile não é mais uma questão de escolha”, afirma. “As empresas tem que migrar, até porque seus sites serão vistos no mobile de qualquer maneira”. Neste momento sempre surge uma dúvida cruel: site otimizado para dispositivos móveis ou um aplicativo de compras? É aí que é preciso pensar bem no projeto.

“O principal erro que vejo quando há a migração para o mobile é a indecisão entre aplicativos ou layout responsivo (que se adapta a divers0s tamanhos de telas de aparelhos). Particularmente, fico com a segunda opção. Quando você desenvolve um aplicativo o custo para a tecnologia é muito maior. Com o layout responsivo você acaba se adaptando para diversas telas de uma vez”, defende. “Gosto de ver o mobile como ‘mobilidade’, pensando em tablet, televisão, consoles, plataformas que você pode acessar de qualquer lugar. Com o responsivo, sei que o site vai atender tudo”.

No caso do e-commerce (ou melhor, mobile commerce), há ainda mais pontos a serem considerados. Um deles é entender o usuário e o que ele espera de você. No caso da New Blue, Pimentel explica que a agência trabalha muito com landing pages, muito utilizadas para a venda de produtos ou serviços. “Quando vamos fazer um trabalho de página responsiva gastamos um tempo com consultoria para ver o que o cliente precisa”. As landing pages servem como teste. ” Durante esse processo de análise, leva-se em consideração também elementos de navegação e Experiência de Usuário. “É sempre importante estar atento à disposição dos botões, que tem muito a ver com a experiência. Já acessei muitos e-commerces pelo iPhone e enfrentei dificuldades em clicar em um botão de compra ou de ‘adicionar a0 carrinho’. Isso é bem ruim”, comenta Pimentel.

“Por isso, é tão importante pensar nas landing pages de conversão (páginas de produtos em si) e pensar em uma página para desktop e uma para mobile. E, claro, garantir que essa página abra em qualquer dispositivo”. Para as lojas virtuais isso é tão essencial que pode afetar a compra em si. Caso um usuário não consiga acessar e concluir uma compra pelo celular, ele possivelmente vai desistir da compra. É preciso pensar nas plataformas móveis como uma forma fácil de compra. Nesse sentido, a questão do design também entra. Pensar num visual que torne o site mais funcional é o melhor caminho. Pimentel ainda dá uma dica: “os botões precisam sempre estar mais próximos do toque. Como a velocidade de compra no mobile é maior (preciso ser mais rápido em comparação com o desktop), é sempre bom colocar um botão próximo do preço do produto”.

Explorar da forma certa cada canal é o segredo. “No desktop você pode falar muito mais sobre um produto, especificações e indicações. No mobile é preciso ser racional e objetivo, deixar preços bem claros, colocar parcelamento em evidência. Em um celular não é bom que você dê ao usuário uma ‘segunda chance’. Ele vai comprar porque está mais barato, vai acabar no estoque, viu uma promoção e tudo acaba naquela momento decisivo da compra. No mobile é preciso ser rápido na oferta. E essa oferta precisa ser boa o bastante”, conclui.

 

Publicado originalmente na edição 164 (de março) da Revista W. Todos os direitos reservados.

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