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Negócios para Android

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O especialista Luiz Querino conta como vê o mercado de Android e fala sobre as oportunidades da criação de aplicativos para a plataforma

O mercado de smartphones e tablets está em um elevador que só sobe para cima. Consequentemente, os aplicativos para dispositivos móveis também estão cada vez mais se tornando uma oportunidade de negócio para desenvolvedores. Com cada vez mais adeptos dos “apps”, aumentam as suas chances de criar o próximo game de sucesso ou uma ferramenta popular que fará parte do dia-a-dia dos donos de celular. No Brasil, o Android se estabeleceu na liderança, instalado na maior parte do aparelhos, e nada mais justo do que focar os esforços neste sistema operacional.

Para começar a trabalhar em um aplicativo para a plataforma do Google é preciso saber dar os primeiros passos. É justamente isso que Luiz Querino, especialista em desenvolvimento para dispositivos móveis e professor da Fatec – Garça (SP), se propõe a explicar em seu livro “Desenvolvendo seu primeiro aplicativo Android” (Novatec). Ela falou à Revista W como vê o mercado de aplicativos para Android e dá algumas dicas essenciais:

Revista W: Como anda o mercado de Android?

Luiz Querino: Está “pegando fogo”, assim como o mercado mobile como um todo. Estamos vivendo, como dizia Steve Jobs, a era dos dispositivos “pós-PC”, que marcam uma evolução do modelo tradicional de computação. O Android por ser um sistema aberto, disponível em diversos aparelhos, tornou-se o líder de vendas do setor mobile, com cerca de 75% do mercado, segundo dados do IDC. São Mais de 200 milhões de usuários em potencial para um aplicativo.

W: Mesmo assim, muitos preferem começar pelo iOS. Como você enxerga esta abordagem?

LQ: O iOS tem mais história que o Android. Foi lançado primeiro o iPhone em 2007, e dominou a área por um bom tempo. Por razões como essa, acredito que seus usuários estão mais habituados a baixar apps, gratuitos ou pagos. Confirmo isso por experiência própria: publiquei um mesmo aplicativo gratuito para as duas plataformas. Mesmo o Android sendo líder, o número de downloads de iPhone é sempre superior. Isso indica que os usuários Android ainda estão se habituando a baixar apps, o que também não deixa de ser uma vantagem. Há um grante território a ser explorado. Outro benefício em começar pelo Android é a linguagem usada (Java), mais conhecida e utilizada do que o Objective-C, a linguagem dos apps iOS.

W: Seu livro ensina com mais detalhes os conhecimentos essenciais para criar um aplicativo. Você pode resumi-los?

LQ: Quem criar apps para Android precisa saber Java, para a “construção básica”, e dominar o Eclipse, uma ferramenta que agiliza o processo de criação. Também é preciso o JDK (Java Development Kit), além do material específico para Android: o Android SDK (Software Development Kit), que traz o Eclipse, as bibliotecas do Android e um emulador para testar apps.

W: Por que a escolha do aplicativo de calculadora como exemplo?

LQ: Este é um exemplo tradicional para muitos que estão iniciando no desenvolvimento de software. É interessante porque abrange uma série de conceitos fundamentais de programação, além da parte de criação de interfaces atraentes e intuitivas para o usuário. Também mostro como tornar o app compatível com vários tamanhos de tela e como aprimorá-lo no futuro. Esses conceitos podem ser reutilizados em outros projetos posteriores.

W: A questão do retorno financeiro também é abordada. Quais são as dicas nesse quesito?

LQ: A quantidade de aplicativos existentes nas lojas cresce a cada dia. Além de incluir recursos diferenciados dos concorrentes , existe um outro ponto: a preferência inicial dos usuários em baixar aplicativos gratuitos. Explico no livro que pode ser mais vantajoso publicar seu app gratuitamente no começo, para alcançar a maior quantidade possível de usuários. O retorno financeiro pode ser conseguido depois, de duas formas: usando redes de anúncios, que pagam por um pequeno espaço no app e também com funções de compra interna no próprio app, para que recursos adicionais sejam ativados ou para a remoção do anúncio.

 

Publicado originalmente na edição 164 (março de 2014). Todos os direitos reservados

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