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Pagar.me promete aumentar suas vendas

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Startup brasileira de soluções para pagamentos digitais superou o PayPal em premiação concedida pela Universidade de Harvard

A Pagar.me é uma startup brasileira que oferece soluções de pagamentos online. Fundada em 2013 por Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, a ferramenta é voltada para sites de comércio online dos mais variados setores e tem como meta ampliar a taxa de conversão das compras.

Mesmo com pouco tempo de vida, a companhia já vem chamando a atenção do mercado. Recentemente, faturou o prêmio The Innovation Project 2014, concedido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que rendeu aos fundadores fama e US$ 25 mil no bolso. A Pagar.me enfrentou concorrentes fortes na premiação, como a gigante mundial PayPal, mas isso não a impediu de ser nomeada como a companhia de pagamentos online mais inovadora do planeta.

Agora, Dubugras e Franceschi querem mais. Por isso, trancaram suas matriculas na Universidade de Stanford para investir na startup. “Mais do que ser a empresa mais inovadora do mundo, queremos ser a melhor do mercado, ao menos do Brasil. Só depois disso, em 2016, voltaremos para Stanford”, conta Dubugras.

A startup também conquistou o primeiro lugar no Spark Awards, prêmio organizado pela Microsoft para eleger as melhores iniciativas de empreendedorismo digital no Brasil. Tudo isso levou empresas como Catarse, Endeavor e Ingresse a aderirem à solução de pagamento.

Como funciona

Inicialmente, a Pagar.me recebeu aporte financeiro da Arpex Capital e da Grid Investments, empresas que incentivam a criação de novos negócios. Com a estrutura estabelecida, as produções começaram em dezembro de 2013. Pouco mais de um ano depois, a empresa soma quase 200 clientes.

Os sistemas de pagamento online elaborados pela Pagar.me são divididos em duas categorias: Intermediadores, semelhante ao serviço usado por PagSeguro e PayPal, por exemplo; e Gateways, como ocorre nos concorrentes Multpag e Cobrebem.

De acordo com Dubugras, esses dois procedimentos tratados de forma isolada provocam uma série de problemas que levam à redução dos números de conversão de vendas. “Por isso, a Pagar.me não se encaixa completamente em nenhuma dessas categorias. Mas é ao usar ambas, dependendo de cada situação, que conseguimos aumentar a taxa de conversão de compras em até 25%”, diz.

Outra inovação da startup foi reduzir os formulários preenchidos pelo comprador na hora de usar a ferramenta, como ocorre em alguns sistemas semelhantes. E caso o pagamento não seja aceito, a Pagar.me oferece um sistema que continua tentado passar o cartão em várias operadoras diferentes, antes de cancelar a compra ou forçar o internauta a executar todo o procedimento novamente.

O tempo diminuto de implantação dos recursos é mais uma vantagem que a startup brasileira oferece aos clientes. Enquanto a maioria das empresas do gênero demora meses para fixar um sistema, a Pagar.me leva de três a seis dias. A partir daí, um painel de controle fica à disposição do parceiro para que ele organize-se e aproveite todos os recursos oferecidos pelo serviço.

Desde a infância

Um dos aspectos que mais chamam a atenção na história da Pagar.me é a idade de seus fundadores: Dubugras e Franceschi têm apenas 18 anos. O primeiro começou a programar cedo, com apenas 12 anos. Fã de um jogo para computador com conteúdo pago, Dubugras ouviu um sonoro “não” da mãe na hora de comprá-lo. Com isso começou a pesquisar sobre programação com a intenção de conseguir jogar sem a necessidade de pagamento.

Dois anos depois, inspirado pela série de televisão Chuck, surgiu a vontade de estudar em Stanford. De olho no futuro, começou a trabalhar como programador para um ex-aluno da universidade californiana e adquiriu o conhecimento necessário para ingressar na vida acadêmica norte-americana.

Aos 15 anos, Dubugras conseguiu desenvolver o Estudar nos EUA (www.estudarnoseua.com.br), site com dicas para quem deseja aprender na terra do Tio Sam. “Eu tinha vontade de ter a minha própria empresa e já sabia o que deveria fazer para passar em Stanford. Então decidi, junto a dois amigos, iniciar o negócio digital para ajudar outras pessoas”, conta o fundador da Pagar.me. O projeto recebeu apoio financeiro da Fundação Lemann e, em pouco tempo, ganhou um aplicativo para smartphones que arrebatou o 4º lugar no ranking de downloads da App Store.

Durante a Hackday.co de 2012, maratona de programação de 24 horas que oferecia um prêmio de US$ 50 mil ao vencedor, Dubugras criou o Ask Me Out – um aplicativo de encontros como o Tinder. Ele acabou sendo descontinuado, mas atestou a veia empreendedora do garoto.

A trajetória de Franceschi, o outro sócio da Pagar.me, não é muito diferente. Aos 12 anos, o carioca transformou-se na primeira pessoa a desbloquear o iPhone 3G no Brasil. O feito rendeu a ele participações no TEDx e no programa Fantástico, exibido pela TV Globo.

Apenas três anos depois, aos 15, Franceschi desenvolveu o primeiro software que traduzia para português os recursos da Siri, gerenciador de voz do sistema IOS. No ano seguinte, criou o projeto Quasar, que permitia a abertura de várias janelas no Ipad ao mesmo tempo. O aplicativo passou quatro meses em primeiro lugar na Cydia Store, loja independente de apps.

Posteriormente, Franceschi foi aprovado no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e na Universidade de Stanford. Ao longo de sua carreira meteórica, o jovem passou também por empresas como Brainjuice, Sync Mobile e M4U.

Briga no Twitter

Os caminhos de Franceschi e Dubugras se cruzaram em 2012. Os dois programadores se conheceram após uma briga no Twitter. Eles começaram a discutir sobre qual era o melhor editor de texto disponível no mercado para programadores. “Não estávamos mais conseguindo argumentar em apenas 140 caracteres, então levamos a discussão para o Skype e percebemos que não dava mais para brigar. Assim, ficamos amigos”, conta Dubugras.

Um tempo depois, durante um bate-papo, os dois começaram a reclamar sobre os problemas dos sistemas de pagamento, o que deu origem à ideia de criar uma nova plataforma. Ambos já tinham conhecimento na área. Dubugras havia passado por problemas para implantar um software de pagamento no Ask Me Out. “Demoramos mais para implantar o sistema do que para criar a plataforma”, ressalta. Franceschi, por sua vez, já tinha trabalhado com soluções financeiras na M4U. E foi assim que a briga virou prêmio.

 

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