Blog

Pip! É atração para fã de gastronomia

rede-social-pip!

Startup funciona como caderninho virtual de receitas que podem ser arquivadas e compartilhadas

Por Maria Beatriz Vaccari

(Foto: Eduardo Klein e Guido Jackson: Pip! já conta com mais de 100 mil usuários)

Pip! (http://pip.pe) é a rede social para quem adora compartilhar e conhecer novas receitas. A startup catarinense conta com um banco de dados no qual os mais de 100 mil usuários cadastrados conseguem postar e guardar dicas de culinária.

O caderninho virtual é uma opção útil para os amantes de gastronomia. A expectativa da empresa é de que o número de usuários aumente em até dez vezes ao longo de 2015. Para isso, eles investem em melhorias na plataforma.

Como funciona?

Para participar da rede, o usuário deve se cadastrar gratuitamente com um endereço de e-mail ou por meio de Facebook ou Google+. O processo é feito no site da startup. Depois de criar um perfil, o esquema é semelhante ao das redes sociais mais famosas. Guido Jackson, sócio-fundador da empresa, acredita que a plataforma é uma espécie de Instagram ou Spotify de receitas. Assim como nessas redes, é possível arquivar, organizar e pesquisar os conteúdos postados.

Jackson ressalta que a Pip! é uma plataforma, portanto, não é responsável pela produção de conteúdo. Os usuários ficam encarregados dessa função. “As pessoas postam suas receitas acompanhadas de fotos, e a partir disso criam-se comunidades. Uma pessoa segue amigos, conhecidos, chefs, blogueiros e empresas que também postam suas dicas”, completa o empreendedor.

Ganhar dinheiro

A Pip! não cobra nada de seus usuários comuns, sendo que empresas podem ou não optar por usar recursos pagos. Jackson explica que a fonte de renda da startup é fruto de parcerias com marcas do ramo alimentício. “Se quiserem aumentar sua comunidade, dar exposição, fomentar seguidores, sugerir ingredientes ou dar visibilidade a suas receitas, elas pagam”, conta o fundador.

As ferramentas com custos são aquelas que permitem à empresa captar mais clientes. Além de todo o processo de publicidade e divulgação, é possível criar enquetes, tirar dúvidas, pesquisar o interesse do público-alvo e até incentivar promoções ou concursos.

A rede funciona como uma plataforma complementar ou alternativa às mídias tradicionais. Empresas cadastradas podem postar receitas e indicar seus produtos ao mesmo tempo. É possível divulgar ingredientes de determinada marca, um acessório de cozinha e qualquer outra coisa ligada à gastronomia.

Jackson explica que o valor para esse tipo de serviço costuma variar. “Os custos são sempre proporcionais ao uso, como tamanho, período, alcance e outros”, conta.

Sem investidores

Normalmente, as startups brasileiras contam com rodadas de investimento para emplacar no mercado. Com a Pip! a história é outra. Desde sua criação, em 2012, a empresa não recebeu nenhum tipo de apoio financeiro. “Estamos crescendo com nossos próprios recursos e com o faturamento”, explica Jackson. Segundo o sócio-fundador, a empresa funciona em modo de bootstraping. Apesar de a Pip! estar indo bem, ele não descarta a preocupação com as circunstâncias de risco do mercado brasileiro. “O investimento necessário, apesar de em princípio ser muito baixo, acaba se tornando bem elevado quando consideramos que o tempo necessário para uma empresa inovadora se consolidar é de mais de um ano. Ter capital de giro para isso é um desafio importante, creio que muitas boas ideias acabam morrendo asfixiadas por não conseguirem atravessar estas fases”, conta Jackson.

Os usuários

Os usuários cadastrados na Pip! variam entre pessoas interessadas em gastronomia, blogueiros e marcas. Segundo dados divulgados pela startup, a maioria do público ativo no site é de mulheres de 18 a 55 anos.

Apesar de ainda estar só no Brasil, a empresa já conta com alguns usuários internacionais. “15% dos internautas cadastrados são de outros países”, afirma Jackson. Segundo ele, a maioria vive em países em que o idioma é o português, como Portugal, Angola e Moçambique.

A ideia da Pip!

A observação do comportamento das pessoas foi um dos fatores principais para o surgimento da ideia da Pip!. A tradição de ter um caderno de receitas em casa já não é mais tão comum graças às tecnologias. “As pessoas começaram a buscar receitas na internet, e esses milhares de possibilidades não tinham um lugar em que pudessem ser arquivadas, guardadas e organizadas”, conta Jackson. Além disso, as dicas e os truques gastronômicos que normalmente eram passados entre amigos ou parentes também ficaram de lado.

Foi em 2012 que o empreendedor Guido Jackson colocou a proposta de preservar diversas receitas em prática. Antes disso, Jackson fez carreira na indústria de alimentos, onde percorreu o caminho de office boy até CEO. O empresário se descreve como amante da tecnologia e da gastronomia. Ele acredita que essa combinação traçou um caminho natural para que ele desenvolvesse a startup.

Eduardo Klein, o outro sócio da plataforma, atua na indústria de tecnologia. Ele é proprietário de uma software house. Com a intenção de ter seu próprio produto, Klein tornou-se sócio da Pip! em 2014. Em março deste ano, a plataforma foi otimizada para melhorar a experiência dos usuários. Para isso, foi necessário contar com a experiência de Klein.

De olho no futuro

Em breve a startup pretende lançar o aplicativo da Pip!. Jackson acredita que será a base para aumentar significativamente o número de usuários da plataforma.

Depois disso, os sócios esperam entrar no mercado internacional e fazer com que a empresa se torne um guia de receitas mundial.

Seção Novas Ideias da Revista W edição 178

Comente