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Pirataria mobile: cópias de aplicativos invadem lojas

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Enquanto a Apple tem uma fiscalização rígida para impedir clones, o Android tem 25% de seu conteúdo composto de apps fakes

Os aplicativos para dispositivos móveis acabam de entrar na lista de “produtos” mais pirateados ao redor do mundo. Isso porque só na Google Play – loja do sistema operacional Android – estima-se que 25% do conteúdo sejam clones de outros sucessos, segundo o Science Daily (site norte-americano que divulga notícias e pesquisas na área de ciência e tecnologia).

Por conta da política de privacidade permissiva da Google Play, não há uma fiscalização rígida do conteúdo que é publicado. Inclusive, até pouco tempo, não era necessário nenhum tipo de documentação que provasse os direitos sobre um aplicativo. Mesmo a nova política de análise, que passa pelo crivo humano e não mais por meio de processos automatizados, não garante o extermínio total de apps fakes na plataforma. Já a App Store, da Apple, conta com processos severos de certificação para que não haja a entrada de programas piratas. Apesar de tornar a disponibilização do app muito mais lenta, é a forma que melhor garante a segurança quanto a direitos autorais e outras licenças de distribuição e comercialização.

Quem realmente sente o prejuízo dos clones são fabricantes e clientes. De um lado, a marca deixará de receber o download que era destinado a seu aplicativo. De outro, o consumidor pode baixar um programa pirata em seu aparelho e acabar adquirindo um app de qualidade ruim e contendo, por vezes, vírus e outras ameaças digitais.

Vale lembrar também que remover um aplicativo pirata da rede leva tempo. O desenvolvedor original deve correr atrás e denunciar o programa para conseguir tirá-lo do ar. Somente após mandar documentos e comprovar a autenticidade é que o app será excluído.

 

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