Opinião

Vai pintar inovação!

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Economia e qualidade de vida podem andar junto quando o assunto é rentabilizar o seu negócio na internet

Por Edson Romão*

Trabalhar com tecnologia é como respirar inovação. Para quem vive nas empresas de comunicação, entretenimento, marketing digital, desenvolvimento de software, telecom, dados, hardware e tudo mais que roda sobre IP, cada dia é uma onda vibrante e uma descoberta de um novo modelo de negócios. Os bits são a tinta, os códigos um pincel. Cada artista e cada obreiro desempenha seu ofício “.com” na busca de ver sua obra prima se transformar em bilhão. Nada menos que isso.

Nesta filosofia de vida pautada pela inovação, podemos enxergar toda a indústria em um movimento único, na busca de soluções que direcionem o comportamento das pessoas para o consumo da tecnologia. Desde o simples acordar, ir ao trabalho, desenvolver suas atividades profissionais e escolhas para entretenimento, tudo está cada dia mais conectado. A Internet das Coisas veio para entrar na vida de toda a humanidade e mesmo os mais simples dispositivos que poderão ser consumidos por quem dispõe de pouco dinheiro, ligará todos à rede mundial. Viver offline será um desafio.

Os consumidores do futuro estão tão ansiosos que vivem no presente. Precisam peregrinar ou no mínimo ter notícias do que acontece em eventos como a Consumer Eletronics Show ou CES, que acontece todo início de cada ano, uma “meca” para quem ama tecnologia e quer ter hoje o vislumbre de como a inovação vai chegar aos consumidores no futuro. Ver um display cada dia maior e com mais definição pode até ser digno de nota, mas tem muito mais para se ver. Estamos falando de como aliar tecnologia a serviços em busca do bilhão. Este ano a palavra que soa alto é “wearables”.

Precisamos entender como vamos vestir bilhões de pessoas com dispositivos que serão mais indissociáveis de nós que os smartphones. Os relógios inteligentes, glasses, pulseiras, que estarão colados ao usuário, conectando-o a serviços online, medindo, compartilhando, geolocalizando, transmitindo áudio e vídeo, serão uma nova fronteira para o relacionamento de negócios entre corporações e indivíduos.

Alguns profissionais de marketing vão a eventos de tecnologia como uma obrigação. Outros conscientes que dali pode vir uma solução que valorize sua companhia. Eles precisam conhecer e imaginar qual será a próxima onda. Mas nem todos sabem o que farão por lá ou o que farão com o que tem por lá. Ficam alheios à inovação, apenas fingindo para o chefe. Na verdade, alguns ainda não sabem o que fazer com tantas possibilidades de coleta de dados sobre o comportamento de consumo de seus clientes. Para que isso? Big Data nada! Eles estão nas grandes corporações, com um tablet na mão, um smartphone em outra e uma grande caneta em cima de uma grande orelha.

*Edson Romão criou o fenômeno hpG e é sócio do Aprex

Publicado originalmente na edição 163 da Revista W

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