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Vender para fora garante receita aos pequenos negócios

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Facilitadores de pagamento como o PayPal podem ser a solução para e-commerces que vendem para estrangeiros

Quando o mercado interno desaquece, ou quando o dólar ronda a casa dos R$ 4,00, as oportunidades do e-commerce internacional tornam-se ainda mais atrativas. Empresas brasileiras vendendo para estrangeiros via internet já movimentavam R$ 1,5 bilhão em 2013 e deverão chegar aos R$ 4 bilhões em 2018, estima o estudo “A Moderna Rota das Especiarias”, da Nielsen, encomendada pelo PayPal.

Esse mercado é povoado por empresas como Verve Traduções, Crux Ecoaventura e Nativa Gems – todas elas brasileiras e de pequeno porte – que já registram um crescimento significativo de seus respectivos faturamentos por meio das vendas na Internet para clientes estrangeiros.

Segundo pesquisa do PayPal encomendada à BigData, o e-commerce brasileiro conta com 450 mil sites ativos.  Os pequenos, que recebem até 10 mil visitas ao mês, representam 88% deste universo. O estudo indica ainda que 60% das páginas ainda não oferecem métodos de pagamento online. Dar a opção de pagar com facilitadores é um comportamento que, aliado a soluções web commerce fáceis e seguras, pode atrair ainda mais compradores.

Confiança para quem não conhece de quem está comprando

Parte do sucesso dos empreendedores que vendem para fora são os facilitadores de pagamento, como o PayPal. E os pequenos empresários já estão atento à oportunidade. “O PayPal é uma marca reconhecida internacionalmente e vários dos meus clientes que ficam no exterior exigem que o pagamento seja feito por esse meio”, afirma Raquel Lucas de Sousa, sócia diretora da Verve Traduções.

Marcelo Paula de Castro e Silva, mais conhecido por “Marcelo Crux”, sócio fundador da Crux Ecoaventuras, empresa especializada em turismo de experiência no Rio de Janeiro, acrescenta que a possibilidade de ter o dinheiro pago no dia seguinte, mesmo que o consumidor final tenha feito o pagamento no cartão de crédito, ajuda muito na gestão do capital de giro da empresa.

Richard Katz, diretor geral da Nativa Gems, exportadora de pedras semipreciosas e itens de decoração feitos a partir de pedras, ainda comenta que, para o comprador estrangeiro, o Brasil não desfruta de uma tradição em vendas online. Ele diz que essa característica faz com que os clientes fiquem temerosos em oferecer seus números de cartão de crédito diretamente para a loja, mas com o pagamento eletrônico via facilitador, essas informações não chegam à empresa, o que garante muito mais credibilidade à transação.

À frente de uma pequena agência de traduções especializada em legendagem institucional e interpretação, Raquel trabalha há cinco anos com o PayPal. A empresária mora e trabalha em uma cidade pequena, onde, geralmente, os gerentes de bancos não estão acostumados a lidar com outras moedas, sem contar a burocracia bancária nesse tipo de transação. Com o uso do facilitador de pagamentos, ela não precisa nem visitar o banco ou assinar documentos e pagar taxas fixas, tudo é mais fácil sem deixar de ser seguro e transparente.

Oportunidade única para quem exporta

A exportadora Nativa Gems, fundada em 2007, possui mais de 500 itens em seu catálogo. Richard reforça que o aumento é particularmente positivo para quem exporta. “Com o dólar rodando os R$ 4, empresas como a minha sofrem um impacto positivo”, explica. Segundo ele, as vendas na internet com o PayPal já representam de 25% a 30% do seu faturamento, e acredita que esse valor tende a crescer.

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