Opinião

Como atrair clientes para a sua loja virtual

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Confira duas estratégias básicas que garantem a visibilidade do seu e-commerce na internet

Na internet, a concorrência é acirrada. Não adianta lançar a sua loja virtual no oceano da web e esperar que os clientes apareçam. É preciso investir em planejamento de marketing digital, que vai além da simples publicidade e propaganda, visando melhorar a comunicação e a imagem do seu negócio. Há três pilares importantes que você precisa entender: marketing de resultados, que está diretamente relacionado com as vendas; branding, a construção da imagem de uma marca; e o relacionamento – serviços de atendimento online e conteúdo. Alguns desses caminhos vão demandar certo investimento, como é o caso, por exemplo, de campanhas de links patrocinados no Google e a compra de palavras-chave.

Confira dois dos tantos caminhos essenciais que garantem a visibilidade da sua loja na web:

1- SEO (Otimização para motores de busca)
Lidar com as engenharias de busca é o papel principal das estratégias de SEO (Search Engine Optimization). Para quem não sabe, é uma otimização que vai desde a estrutura técnica da construção da loja ao conteúdo, para posicionar o site nas primeiras páginas de resultados de pesquisa no Google. Quanto mais no topo a sua loja estiver, mais clicada ela será.

Por meio de técnicas focadas em ferramentas de busca como a do Google é possível colocar a sua loja nos lugares mais nobres dos rankings de pesquisa. Isso pode ser feito através do conteúdo e estrutura do seu site em si (como a escolha das palavras-chaves certas em descrições de produtos e construção de links que levem à sua página, o chamado Link Building), que podem ajudar o seu e-commerce a conquistar um bom posicionamento orgânico.

Mas é possível investir em anúncios, com links patrocinados que podem ser comprados e ficam sempre na primeira parte do google.com, sinalizados como conteúdo publicitário. Há quem diga que o SEO é como uma arte e carrega uma complexidade muito maior do que aparenta. O que foi citado acima é o básico essencial. Entender o funcionamento do algoritmo do Google (o que denota conhecimentos sobre código) traz diferenciais importantes. Vale a pena pesquisar sobre o assunto (leia mais aqui).

Há novamente a opção de contratar especialista dispostos a transformar a sua loja virtual na “queridinha” dos rankings de pesquisa e levar visitantes à sua página. Em todo caso, é bom se familiarizar com a ferramenta de palavras-chave do Google, o Adwords. Ela permite que o lojista defina orçamentos de acordo com o que pode pagar por clique em um anúncio. A opção parece viável para iniciantes, como Rafael Campos, diretor de contas corporativas da VTEX: “uma loja novata, que tem poucos clientes, consegue fazer campanhas de mídia nesses buscadores como para conseguir novos clientes conseguir novos clientes e construir uma base. Mas vale lembrar que os resultados efetivos só aparecem no médio e longo prazo”, conclui.

Leo Cid Ferreira, CEO da AD Dialeto, complementa com os Links Patrocinados: “ Os LPs do Google funcionam tanto para tráfego quanto para aquisição, que tem mais a ver com retenção de cliente”. Para o prof. Claudio Carvajal, que atual com empreendedorismo na FIAP, o SEO é obrigatório para lojas virtuais: “Não tem como fugir das estratégias de SEO e AdWords”. Por isso, trate de incluí-las na sua lista.

2- E-mail Marketing
O e-mail marketing é amplamente explorado pelo varejo online, tanto para gerar vendas quanto para relacionamento e comunicação com clientes. O canal exige que você tenha uma base de endereços eletrônicos que pode ser conseguida através de cadastros na sua loja. É algo que o lojista vai aumentando aos poucos e que posteriormente pode ajuda-lo em campanhas mais direcionadas.

O especialista Adilson Rielo trabalha com esse tipo de marketing há mais de 10 anos e pôde observar as mudanças. Hoje, como gerente de e-commerce da Saraiva ele acredita que a abordagem é a que mais de modifica com o tempo: “se voltarmos 10 anos, o e-commerce brasileiro não tinha tantas lojas em operação e as que existiam trabalhavam com uma base de e-mails de clientes bem menor. Eles acabavam recebendo poucas mensagens”, recorda. “Hoje, há milhares de lojas que acabam mandando e-mails todos os dias a clientes que estão cadastrados em dezenas de lojas, e que estão em bases sobrepostas, algo que não existia antes”. Junto com a quantidade de e-mails cresceu também o desafio de tornar o canal efetivo: “está cada vez mais difícil conquistar o cliente através do e-mail”, ressalta Rielo.

Um dos motivos é que campanhas de e-mail marketing mal executadas podem ter um efeito reverso e gerar frustração no cliente. “Ele acaba se cadastrando em uma loja e acaba optando por receber e-mails da empresa. Com o decorrer do tempo se esquece que se cadastrou, ou dependendo da insistência da loja acaba se irritando com a abordagem”, explica. “É preferível que o cliente seja opt out da sua loja do que reportar seu e-mail como spam ou deixar de abrir e reclamar”. O opt out se refere à opção de descadastramento no e-mail marketing.

A grande lição sobre o assunto é não pecar pelo excesso: “o mercado normalmente exagera nos e-mails e essa não é uma prática aconselhável, mesmo que o lojista tenha retorno. Você sempre vai gerar vendas com e-mail marketing mai isso não quer dizer que enviar muitas mensagens seja uma prática saudável”, comenta Rielo. “Se você incomnoda o seu cliente, rompe com o relacionamento e isso reflete na reputação do seu site”. O importante é encontrar um ponto de equilíbrio na frequência dos e-mails, de acordo com os seus objetivos de negócios.

*Publicado na edição 166 (de maio) da Revista W. Todos os direitos reservados.

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